Recebi um e-mail tão bacana de uma mãe no Canadá que surgiu a idéia de fazer esta página com Histórias de Vida.
Se você tem ou faz dieta SGSC ou de restrição alimentar de algum alimento, me escreva!
Vamos mostrar que a vida pode ser melhor, mesmo com restrições!
Juliana e Luísa
Meu nome é Juliana e moro no Canadá, minha filha Luisa tem 3 anos e tem autismo. Fico muito feliz em ver que tem mães como você no Brasil que luta pela dieta que faz uma diferença imensa na vida deles...
Se você precisar de qualquer coisa, pode me contactar, eu faço parte de vários grupos envolvidos com a dieta , intervenção e tratamento biomédico para pessoas com autismo.
Também adorei os vídeos que você postou mostrando a diferença no comportamento antes e durante a dieta!
Olha a Luisa nao falava nada e também não fazia contato visual nenhum...Depois da dieta é como se ela estivesse voltando ao mundo real...
Ainda vemos o comportamento autista, mas não é nem 40% do que era antes, além disso o médico que levo ela é um especialista em desentoxicar autistas ele me receitou, vitaminas, probioóticos etc...
Beijos
Juliana
Gilberto e Luiza
Olá pessoal, não posso deixar de relatar os avanços da minha filha até para que os demais pais/mães sintam-se mais confiantes para continuar a batalha do dia-dia. Aqui vai então um pequeno relato:
A minha filha Luiza, a 1 ano e meio atrás, estava com vários comprometimentos tais como: não dormia quase nada (e os pais também não), acordava muito a noite, só queria ver desenhos na tv, gritava muito, não brincava com brinquedos, tinha muito medo de umas coisas e muita coragem para outras (não dava para deixá-la sozinha), fazia muita birra, não comia nada - só porcarias (nescau, doces e salgadinhos), não olhava nos olhos ou olhava pouquissimo, não parava quieta em local algum, se jogava no chão quando não conseguia algo ou mesmo sem motivo aparente(complicado sair com ela), cuspia no rosto da gente (as vezes chegava a bater, mas ainda bem que não tinha força), complicado no banho (as vezes não queria, fazia cocô junto - vocês sabem - é uma tristeza), fazia muitas estereotipias, era impossível pentear seu cabelo, enfim ... e também não falava.
Ela participava de fono, equoterapia, estimulação e creche de educação especial. Lá aprendeu a usar o banheiro a 2 anos atrás, contudo, as outras dificuldades continuavam.
Em meados de 2008 procurando na internet conheci o método son-rise e me empolguei. Chegamos a aplicar alguns conceitos, como não encucar tanto, não pegar tanto no pé da Lu, deixá-la mais "livre" (mas com segurança) e confiar mais nela. Demos mais espaço a ela e tiramos os limites que impúnhamos. Em 1 mês ela já respondia aos estímulos. Resolvi então ir a um workshop do son-rise (DF) e estudar mais sobre o assunto. Aí fui apresentado à dieta SGSC e ao protocolo DAN.
Esta foi a grande virada, começamos a dieta devagarinho, pois no início é dificil. Em poucos dias estávamos percebendo que ela interagia mais e dormia um pouco melhor. Entendemos que este era o caminho. Resolvemos ser radicais e seguir a risca a dieta sgsc e fomos tirando também (por sugestão dos grupos) as coisas artificiais. Conheci muitas pessoas que já estavam fazendo a dieta e com melhoras significativas, continuei firme.
No inicio de 2009, eu e minha esposa Nubia resolvemos pegar a guarda da Luiza, pois estava dificil manter a dieta como devia e também porque achamos que seria melhor para todos. A Núbia tem sido o grande pilar do desenvolvimento da Lu. Sem ela a Lu não estaria como está hoje.
Por sugestão de um pai e grande amigo que fiz nos grupos da internet, consultamos com uma médica DAN que atendeu a Lu e me explicou como é o tal protocolo DAN! Já estávamos com 2 ou 3 meses de dieta. Foi o 2ºgrande momento da Luiza. Começou o tratamento com lactobacilos, enzimas, os demais suplementos e algumas adaptações na dieta (que ficou ainda mais radical).
Hoje estamos com 1 ano e 2 meses de dieta e posso dizer que minha filha é outra. Entende tudo que falamos, está atenta, carinhosa, esperta, ligeira, dorme todos os dias as 20hs e acorda + ou - as 7hs, escova os dentes, toma banho sozinha (basta dizer: banho Lu), se alimenta super bem (só natureba - arroz, feijão, saladas, frutas, SGSC), tem poucas estereotipias. Se comporta nos locais como a maioria das crianças, obedece, ajuda em casa, está no 1º ano na escola, continua suas terapias ( fono padovan, T.O. e um pouco de son-rise), olha nos olhos com facilidade, e está prestes a começar a falar.
O tratamento não terminou, tem muito chão ainda, mas acredito que este relato possa dar mais ânimo para a jornada que está começando para muitos pais/mães e também acredito que nunca é tarde, sempre se pode melhorar. Nós mudamos muito com nossos filhos. O certo é que não podemos desistir nunca deles!
Abração,
Gilberto.




